Um resultado mais do que esperado

Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!

O Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube, esteve mais uma vez reunido em caráter de “Sessão Extraordinária”, que foi realizada na noite desta última terça-feira 30 de Junho de 2020, com primeira convocação às 19h00 e segunda convocação às 19h30, em assembleia tendo como finalidade, analisar e posteriormente colocar em votação, o parecer que foi dado pela Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), sobre as contas da gestão do presidente José Carlos Peres, referentes ao exercício de 2019.

Em decorrência da Pandemia, a reunião foi mais uma vez realizada em formato virtual digital, (Videoconferência), e assim como já houvera ocorrido a exatos 14 dias, quando na noite de 16 de Junho, os conselheiro do clube referendaram a reprovação das contas da gestão do presidente José Carlos Peres, referentes ao exercício de 2018, duas semanas depois o resultado de reprovação, se repete!

Confira o resultado final da votação:

  • 151 a favor da reprovação das contas;
  • 10 contra a reprovação das contas;
  • 11 abstenções.

Pode-se dizer, que trata-se de uma derrota preocupante e humilhante, para um presidente que em sua campanha rumo a presidência do Santos, declarava em alto e bom som, ter se preparado a vida inteira para exercer tal cargo!

Me preparei a vida inteira para dirigir o Santos! 

Ao lado de seu fiel escudeiro, “Pedro Doria”, membro do Comitê de Gestão, o presidente participou da assembleia, e antes da votação, apresentou sua defesa que de tão frágil em argumentos, foi literalmente engolida pelo entendimento de conselheiros inteligentes, que não se deixam enrolar com a facilidade  com que o presidente pensa!

Mesmo apresentando um “Suposto” superavit de R$ 23,5 milhões, em decorrência da venda do jogador Rodrygo Góes ao clube espanhol Real Madrid, os Conselheiros em maioria esmagadora, deram anuência ao parecer elaborado pelo Conselho Fiscal, que orientava, indicava a reprovação das contas, baseados em irregularidades, prestações não dadas ou mal explicadas, como por exemplo: A negociação envolvendo a venda do jogador Bruno Henrique ao Flamengo, o pagamento de comissões a agentes, a absurda negociação que trouxe o jogador Cueva para o Santos, com o aceite de uma cláusula absurda de obrigatoriedade de compra, o uso indiscriminado, do cartão corporativo para fins pessoais, (O que estatutariamente é vedado), o número absurdo de processos cíveis, trabalhistas, criminais e tributários contra o clube, um aumento de 30,85%  no gasto com a folha de pagamento em um ano, atraso nas prestações de contas referentes ao registro das atas de aquisição de jogadores e etc..

Porém: Creio que de tudo que foi apresentado contra as contas do presidente, o que mais irritou aos nobres conselheiros, foi o não pagamento de uma parcela de 5 milhões de euros, parcela essa que seria a última do acordo feito com a Doyen, em setembro de 2019, e que encerraria de vez a novela “Leandro Damião”, de triste lembrança ao torcedor Santista, e mais triste ainda aos cofres do Santos, pelo rombo que causou!

Como a parcela não foi paga, a empresa cobrou a multa de 10 milhões de euros, multa prevista em contrato.
Para o não pagamento da multa, o Santos alega ter em sua defesa,  um parecer jurídico que fala em possibilidade de redução da multa para 2,5 milhões de euros.
Resumindo, a questão é a seguinte: Como o clube não pagou os 5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões), agora terá, na melhor das hipóteses, que pagar mais 2,5 milhões de euros (R$ 15 milhões), ou no pior cenário, arcar com um prejuízo de 10 milhões de euros (R$ 60 milhões). 

Mas e agora como fica a situação do clube e do presidente, cujo Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal, e a própria CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância), ambos entenderam que as contas de dois exercícios seguidos, deveriam ser rejeitadas, configurando assim uma gestão pra lá de temerária?
Quais os trâmites de agora em diante?

Seguindo um cronograma de acordo com o que reza o estatuto do clube, a sequencia de acontecimentos deve seguir esses trâmites:

  1. A mesa (Presidente do Conselho Deliberativo), tem 5 úteis dias para notificar oficialmente o Comitê Gestor.
  2. O Comitê de Gestão, tem 10 dias úteis para responder e apresentar sua defesa.
  3. O Conselho Fiscal elabora um novo relatório, acatando ou não a defesa e devolve a mesa que por sua vez é obrigada a marcar uma nova votação.
  4. Em caso de nova rejeição das contas, o caso é encaminhado a CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância), que neste caso, pode pedir o afastamento temporário do Comitê Gestor por até 60 dias, e classificar a pena ou no artigo 68, ou no 18, mas seja lá qual for o enquadramento, o presidente José Carlos Peres estará fora do Santos Futebol Clube!
    Vale ressaltar que: Em caso de afastamento do Comitê Gestor, quem assume o clube é o vice-presidente Orlando Rollo, pois em 2019, o mesmo encontrava-se licenciado do cargo, e não teve relação alguma com a reprovação das contas daquele exercício! Portanto esse afastamento não inclui o Rollo!
  5. A CIS faz um relatório com a punição, entrega ao CD para votação que precisará de quorum qualificado, (50% +1) dos membros do CD presentes na reunião, e votação de 2/3 dos presentes com direito a voto para tornar o afastamento do CG “DEFINITIVO”

Também constou da pauta da reunião desta terça-feira, a homologação da nova Comissão de Inquérito e Sindicância do Santos.
Os antigos membros pediram renúncia após serem hostilizados no último encontro virtual.
Os novos nomes à frente da CIS são: Vidal Sion Neto (presidente), Marilia Gallotti Bonavides de Souza (relatora), Paulo Antônio Bento Silvares, Ricardo de Moraes e Marcelo Afonso Prado.

Agora é esperar o que vai acontecer!
O que posso adiantar, é que mesmo tendo a oportunidade de mais uma vez elaborar sua defesa, não acredito que o entendimento dos Conselheiros do Santos, pela reprovação das contas, vá mudar!
O Entendimento do Conselho Deliberativo quanto uma uma “Gestão Temerária” para mim é algo bem claro e difícil de ser mudado!

 

 

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