Hoje é dia de relembrar o Milésimo gol do Rei Pelé

Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!

Algumas datas são realmente significativas na vida do torcedor e na história do Santos Futebol clube! O milésimo gol marcado na carreira do Rei Pelé, com certeza é uma dessas datas!

Pouco antes de consagrar-se tricampeão do mundo com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo no México em 70, o Rei Pelé marcava o milésimo gol de sua carreira, há exatos 50 anos. A vítima foi o argentino Andrada, goleiro do Vasco.
Os ponteiros do relógio marcavam exatamente 23h23m da noite de 19 de Novembro de 1969, uma quarta-feira,quando os 65.157 pagantes presentes ao Maracanã, que até então assistiam a um jogo morno em que Vasco e Santos empatavam em 1 X 1, viram aos 32 minutos do segundo tempo, Pelé ser lançado por Clodoaldo, trombar com o zagueiro vascaíno Fernando e cair na área. O árbitro pernambucano Manoel Amaro de Lima não teve dúvidas, e na hora apontou a marca do pênalti.

Neste momento, a partida valida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Brasileirão da época, estava prestes a entrar definitivamente para a história do futebol Mundial.
O camisa 10 do Santos correu para a bola, deu uma paradinha, mas o goleiro Andrada não caiu. Pelé então, bateu no canto direito, colocado. O goleiro argentino chegou a resvalar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol histórico.
Depois do milésimo, Pelé ainda faria mais 284 gols.

Tempos depois do feito histórico, o camisa 10 do Santos confessou com descontração, que na hora da cobrança suas pernas pesaram demais. “Na hora, a perna tremeu, o joelho também. Eu só pensava: ‘caramba, esse eu não posso perder!
Graças a Deus no fim deu tudo certo, comentou o Rei. 

O curioso é que até o gol 999, marcado por Pelé no dia 14 de novembro, ocasião em que o Santos enfrentou o Botafogo-PB em João Pessoa, a bola ia entrando e os gols iam saindo naturalmente, até porque não se tem conhecimento, de Pelé ter vivido nenhum período longo de jejum de gols, porém caprichosamente, como se o destino quisesse mesmo que o milésimo, não fosse apenas mais um na carreira do Rei, a verdade é que o tão esperado gol de número 1000, de repente começava a demorar mais do que o previsto para, enfim, sair.
No jogo seguinte, dia 16, na Fonte Nova, Pelé passou em branco no empate por 1 a 1. O jogo foi marcado pela vaia ao zagueiro Nildo, responsável por evitar o milésimo gol do rei ao tirar a bola em cima da linha. Pelé, na jogada, já havia driblado o goleiro Jurandir antes da finalização.
Há dois minutos do fim, o Rei ainda mandou uma bola no travessão.
No rebote, Jair Bala empatou a partida.

Conforme os jogos aconteciam e o gol não saia, a ansiedade começou a tomar conta do jogador que se mostrou ansioso em alcançar a marca no Maracanã. O milésimo começou a se desenhar realidade depois que Clodoaldo, lançou uma bola rasteira para Pelé na área, o camisa 10 correu para receber o lançamento quando antes mesmo de tocar na bola, acabou tocado pelo Zagueiro Fernando. Antes da cobrança, os jogadores do Vasco cercaram o árbitro. O lateral Fidélis chegou a pisar na marca do pênalti, recorrendo a velha “Catimba”, para tentar desconcentrar Pelé e atrapalhar o chute, o que foi em vão.
Com um chute forte e colocado, a pelota morreu no fundo das redes da meta do Goleiro Andrada. O gol histórico saiu exatamente às 23h17 do dia 19 de novembro, quarta-feira, aos 34º minutos do segundo tempo, para delírio dos torcedores presentes ao Maracanã.

Andrada tenta em vão evitar o gol histórico do Rei
Após alcançar a marca, o Rei correu para dentro do gol vascaíno e agarrado as redes, beijou sua grande companheira: “A Bola”

Após o gol Pelé foi cercado por fotógrafos e jornalistas. E pediu mais atenção às crianças do País. Depois de ser carregado e cumprimentado pelo restante do time do Santos, Pelé vestiu uma camisa do Vasco, com o número 1.000 às costas, em uma festa de todas as torcidas do Brasil.

Nesta noite histórica na vida do Rei, a “Imprensa Esportiva” de Santos se fez presente no Maracanã, através do Narrador Walter Dias e do Repórter Leonardo Augusto que ( In memoriam), dedicamos essa singela homenagem!
Acompanhem o depoimento do amigo e Narrador “Walter Dias”, que gentilmente relata aos leitores do Blog Sergio Bertoldi a viagem ao Rio de Janeiro, e a emoção de ter narrado o Milésimo gol do maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé!

Acompanhe o vídeo do milésimo gol do Rei Pelé com a emocionante narração do Radialista “Walter Dias”, com reportagens de campo do saudoso Leonardo Augusto dois ícones do Rádio Santista

O Rei fala sobre seu milésimo Gol

Recentemente em uma das homenagens pelo feito do Rei, o Santos posicionou várias bolas no gramado da Vila Belmiro para formar o número 1.000.
Edinho, filho de Pelé, posou ao lado da montagem.

Se de um lado um camisa 10 comemorava um feito histórico, do outro, um goleiro se lamentava por entrar para a mesma história, não por defesas portentosas ou por títulos que possa ter conquistado, mas sim por certamente ficar marcado para sempre como o “Goleiro” que sofreu o milésimo gol do Rei Pelé!
Falecido há pouco mais de dois meses, em 04 de Setembro de 2019, Edgard Norberto Andrada, foi um ex-jogador argentino que estava com 80 anos e foi ídolo do Rosário Central.

Aqui o Rei Pelé ao lado do Goleiro Andrada e do Zagueiro Ramos Delgado

Andrada jogou no futebol Brasileiro sendo destaque do Vasco nas conquistas do Campeonato Carioca de 1970 e do Campeonato Brasileiro de 1974. Apelidado de “El Gato” por sua agilidade e elasticidade, o Goleiro chegou a atuar na seleção argentina durante a Copa América de 1963.
Mesmo após anos de ter sofrido o gol histórico, Andrada ainda evitava falar no assunto. Certa vez, em uma das poucas vezes em que declarou algo a respeito, Andrada disse que gostaria de ser lembrado pelo bom goleiro que foi e não apenas por ter sofrido o milésimo gol do Rei do Futebol.

“Como todo goleiro, eu não queria leva o gol, muito menos um, que sairia em todo mundo. Mas o gol veio e em pouco tempo você vai se acostumando e você acaba o adotando como um filho” – confidenciou Andrada, em entrevista.

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