Entrevista com o Candidato Andres Rueda Garcia

Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!

Bom dia Amigos!

Conforme havíamos prometido, o Blog Sergio Bertoldi inicia no dia de hoje, uma série de entrevistas com os Candidatos postulantes ao cargo de Presidente do Santos Futebol Clube.
Foram feitas rigorosamente as mesmas perguntas, inclusive em quantidade, para todos os candidatos!
O objetivo dessa série de entrevistas que começam na edição de hoje, é apenas colaborar com o torcedor e associado do Santos, no tocante a conhecer um pouco mais, sobre o que cada candidato pensa sobre diversas questões, relacionadas a “Administração do Clube”!

Na esperança de ter contribuído de alguma forma, os convido para acompanharem essa série de entrevistas que acredito possam ajuda-los nessa difícil decisão!
Que Deus nos ilumine, e nos faça enxergar com clareza, aquele que dentre os candidatos possa ser nossa melhor escolha!
Obs: A Publicação das entrevistas, se dará conforme a ordem em que as respostas das perguntas que fiz aos candidatos, forem enviadas ao Blog.

Dentre os candidatos que participam desta série de entrevistas, o Senhor Andres Rueda Garcia, foi o primeiro que gentilmente respondeu as perguntas feitas a ele por este blog, de maneira que o mesmo será o primeiro a abrir essa série.
O Candidato Andres Rueda Garcia, da Chapa “Santástica União”, concorre a Presidência do Santos Futebol Clube, acompanhado de seu vice-presidente, senhor José Carlos Oliveira

A primeira pergunta que farei ao candidato, será sobre o motivo ou motivos, que despertaram seu desejo em ser Presidente do Santos Futebol Clube?

R: Depois de trabalhar desde os 15 anos, tendo fundado e comandado uma empresa com milhares de funcionários, decidi aproveitar a vida no ano passado. Por já estar resolvido pessoal e financeiramente, vendi a minha empresa e tinha o objetivo de descansar. No entanto, a situação crítica do Santos me fez repensar a minha vida para tentar ajudar o clube neste momento. O Santos FC precisa de executivos capazes e experientes para sair da crise atual.

O torcedor do Santos assim como vocês candidatos, sabem das dívidas assustadoras que o clube tem. Ainda assim, parece que quanto mais aumentam as dividas, mais candidatos aparecem. Como o senhor explicaria esse fenômeno?

R: Não posso responder pelos outros candidatos, mas, da minha parte, assumir o Santos com meu Comitê de Gestão será um enorme desafio, algo bastante motivador.

Diante de uma dívida monstruosa, como a divida que hoje o Santos possui, dividas que se fossem em uma empresa normal, já teria falido, o que o levou a se candidatar à presidente do clube?
Como o senhor na condição de candidato, pode convencer o associado de que tem uma solução real e imediata, para lidar com os graves problemas que irá herdar?

R: A crise do Santos FC não será resolvida da noite para o dia. O que nós precisamos, como eu sempre falo, é de um time de executivos capazes e experientes para renegociar as dívidas, alongar os prazos e melhorar o fluxo de caixa para que não ocorram mais atrasos salariais.

O Senhor se sente preparado para ser presidente de um dos clubes mais famosos e conhecidos do mundo? No período em que antecedeu sua decisão em concorrer ao pleito, o senhor buscou se preparar, se aprimorar, estudando e fazendo cursos específicos em gestão de futebol?

R: Na minha opinião, um gestor precisa ter várias qualidades, mas a principal delas é a gestão de pessoas. Isso porque o gestor tem a responsabilidade de motivar e cobrar a produtividade de centenas de profissionais. Acredito que a minha carreira me deu as ferramentas necessárias para ajudar o clube neste processo.

O Senhor já teve alguma experiência anterior, em cargos diretivos dentro de algum outro clube?

R: Não.

Na sua ótica, quais os principais problemas que hoje existem no clube? O senhor tem certeza de poder saná-los?

R: O Santos precisa implementar uma série de processos em todas as suas áreas. Não podemos mais ver contratações caras de jogadores que não resolvem o nosso problema dentro de campo e, muitas vezes, ainda ficam encostados no elenco. Tenho certeza que, junto com o nosso Comitê de Gestão, temos todas as condições de tirar o clube dessa situação incômoda atual.

A Situação financeira na qual o clube se encontra, causa estranheza em muitos torcedores o fato de tantos candidatos quererem tanto, pegar um pepino desses! Para se evitar esse tipo de desconfiança, o que o candidato pensa sobre a possibilidade de alguns cargos como: Presidente, Vice-Presidente e Diretores, passarem a ser remunerados?

R: A remuneração dos dirigentes dos clubes de futebol tem amadurecido no Brasil nos últimos anos e até mesmo o Profut foi um avanço neste aspecto. Em relação ao Santos FC, acredito que este tema deverá ser tratado pelo próximo Conselho Deliberativo.

Candidato Rueda: Em pesquisas realizadas em redes sociais e grupos de WhatsApp, muito se comenta que além de sua comprovada capacidade como grande empresário e administrador, o senhor teria uma situação financeira privilegiada! O Ex presidente Marcelo Teixeira, também tinha essa mesma situação financeira privilegiada, e chegou a socorrer o Santos com seu capital particular, em mais de uma oportunidade, coisa que o senhor mesmo, fez recentemente como simples candidato!
A pergunta que lhe faço é: O senhor não teme que seu nome tenha grande força para vencer essas eleições para presidente do Santos, não por sua capacidade, mas sim pelo torcedor enxergar na sua pessoa, alguém que não precisa tirar $$ nada do Santos, e ainda por cima teria condições de colocar se fosse preciso?

R: Sou totalmente contra a ideia de dirigentes colocarem dinheiro do próprio bolso no clube. Isso é uma demonstração de amadorismo. Essa regra só admite uma exceção: quando a falta de dinheiro levaria o clube a uma perda irreversível. Em dois momentos distintos, o Santos vivia esse tipo de situação, por isso decidi emprestar dinheiro em 2015 e agora em 2020, para que o clube acertasse a dívida com o Hamburgo e não perdesse pontos no Campeonato Brasileiro. O torcedor deve escolher a nossa chapa se considerar que somos a equipe mais preparada para este desafio que será administrar o clube no próximo triênio. Eu, pessoalmente, tenho certeza disso, pois confio nas pessoas que estão ao meu lado.

É de conhecimento público, que o Santos tem hoje uma divida de aproximadamente R$ 600 milhões ou mais. Sua gestão será para sanar a situação financeira do clube, sem iludir a torcida com promessas de grandes contratações, ou o senhor acredita que dê para montar uma equipe competitiva, com reais chances de brigar por títulos mesmo com um orçamento enxuto?

R: O Santos FC sofreu muito com contratações equivocadas nos últimos anos. Como consequência disso, ficamos com uma folha de pagamento alta e alguns dos salários mais altos nem atuavam, como Bryan Ruiz, Cueva e Uribe. Ao compararmos nossa situação com os rivais nacionais, acreditamos que é possível reduzir a folha salarial e continuar disputando títulos dos campeonatos que jogaremos.

A atual administração, aumentou consideravelmente o montante do que o Santos tem em dívidas, por gastar mensalmente muito mais do que entra de receita no clube. O que o senhor acredita que possa fazer, para equilibrar essa balança?

R: Uma das minhas primeiras atitudes em 2021, caso seja eleito, será separar as receitas ordinárias das extraordinárias (como vendas de atletas). Os gastos do clube precisam ser menores do que as receitas ordinárias. As receitas extraordinárias serão usadas para pagamentos de dívidas, investimento em infraestrutura e contratação de jogadores. Dessa maneira, o Santos poderá rapidamente ter superávit e, aos poucos, melhorar a sua situação financeira.

O Presidente em exercício, Orlando Rollo, trouxe de volta ao clube, grandes profissionais que foram demitidos do Santos por puro ranço político, pessoas que além de conhecerem o clube como poucos, são grandes santistas! Caso seja eleito, o senhor manterá no clube quem for bom profissional ainda que não tenha sido contratado pelo senhor?

R: Todos os funcionários terão oportunidade de apresentar os seus currículos e o desempenho recente na função antes de tomarmos qualquer decisão.

Embora o regime seja presidencialista, há algumas gestões, o Santos adotou o modelo em que o Presidente dirige o clube em conjunto com um Grupo Gestor, o Senhor pretende manter essa forma de dirigir o clube? Acredita e gosta dessa maneira de comandar o clube?

R: Sim, as decisões serão sempre colegiadas em minha gestão. Acredito que esse modelo diminua a possibilidade de desvios de dinheiro e que nove cabeças pensam melhor do que uma.

Em decorrência da Pandemia do Coronavírus, a vida de todos foi completamente alterada, e com o futebol não foi diferente! Caso uma vacina ainda demore para ser produzida, que alternativas o senhor já tem em mente para suprir a ausência das receitas que entravam no clube, oriundas das bilheterias dos jogos e que agora sem público nos estádios, deixaram de entrar?

R: Nos primeiros cem dias da nossa gestão, precisaremos melhorar o programa de sócios e oferecer novos produtos aos torcedores, principalmente na área digital.

Parte significativa do aumento do endividamento do clube, se deu pelo fato de que mesmo sem receitas, o Santos se acostumou a pagar salários fora da sua realidade, tanto para treinadores como para jogadores, que jamais valeram um terço do que ganhavam! Na sua gestão, o senhor vai continuar pagando salários astronômicos aos jogadores como acontece agora, ou pretende estipular um teto salarial como já existe em alguns clubes?

R: A folha salarial do elenco precisará estar de acordo com o orçamento e dentro do limite das receitas recorrentes. Em relação à criação de um teto salarial, não acredito que este seja o melhor caminho para o Santos, pois há maneiras mais eficientes de melhorar a saúde financeira do clube.

Qual será a sua política de contratação? O Santos irá trabalhar oportunidades pontais que possam surgir, e com jovens promessas da base que possam render dividendos ao clube no futuro?

R: Sim, o foco tem que ser dar oportunidade para as categorias de base e contratar principalmente jovens atletas promissores. Esse tipo de jogador precisará ser garimpado por nossa equipe de análise de desempenho, que estará integrada com outras áreas do clube para que a margem de erro seja a mínima possível.

Na Europa, até mesmo clubes de menor expressão, ostentam patrocínios milionários em suas camisas! No entendimento do candidato, qual o motivo do Santos mesmo sendo o clube mais conhecido e famoso do mundo, não conseguir um patrocinador Master, digno da grandeza do clube?

R: Nos últimos anos, a marca do clube foi muito mal tratada. Infelizmente, estivemos com frequência nas páginas policiais dos jornais, com casos até mesmo de pedofilia. Assim, é difícil encontrar uma empresa que queira se alinhar. O que precisamos é resgatar a imagem do Santos, o clube brasileiro mais conhecido no mundo. Acredito que, caso a gente seja eleito, o mercado rapidamente perceberá uma mudança de postura no clube, o que atrairá patrocinadores de peso.

Na sua opinião, ostentar no uniforme do Santos, marcas de empresas pequenas e quase desconhecidas, como pontualmente já ocorreu por pura precisão de uns trocados, de certa maneira não queima a imagem do Santos no mercado publicitário? Não desvaloriza nossa camisa?

R: Sim, um clube como o Santos precisa estar associado a empresas do mesmo porte. Ou seja, a empresas com relevância internacional.

Falando em Departamento de Marketing, quais as suas idéias para dar um gás, um upgrade nesse importante setor do clube? O candidato acha que pelas condições que o clube oferece, o desempenho do Marketing está à contento, ou poderia ser melhor?

R: Assim como pretendemos ouvir o sócio, também será fundamental dialogar com as empresas parceiras para entendermos melhor o que elas esperam do clube. É ouvindo todas as partes envolvidas que conseguiremos desenvolver as melhores propostas para o Santos.

Nos últimos anos, principalmente nessa gestão que vai terminado, o presidente José Carlos Peres, agora (Afastado), com atitudes como praticamente não comparecer a Vila Belmiro nem em dia de jogos, dirigir o clube de uma Subsede na capital, declarar que se sente mal na Vila pois parece um puxadinho e etc.., acabou contribuindo negativamente para uma divisão da torcida! O que o senhor tem em mente sobre essa questão?

R: A sede do Santos é em Santos, na Vila Belmiro, e a gestão precisa ser feita de lá. Logicamente que também precisamos ter presença em São Paulo. A divisão da torcida entre santistas da capital e de Santos não faz o menor sentido. Precisamos de uma União pelo Santos para revivermos os melhores dias da nossa história e voltarmos a conquistar títulos.

Há muito tempo o Santos carece de pessoas capacitadas, e com ampla penetração, que representem os interesses do clube, tanto dentro da Federação Paulista, como na CBF e na própria Conmebol. Hoje não temos a mínima representatividade em nenhum desses órgãos! Qual sua ideia sobre isso?

R: O clube precisa se aproximar urgentemente dessas entidades. Dentro de nosso Comitê de Gestão, cada membro terá uma responsabilidade e a interlocução com a FPF, CBF e Conmebol será feita por esses executivos.

Estão em pleno andamento, os estudos e projetos para que em parceria com a empresa W.Torre, o Santos possa dar ao seu torcedor uma nova e moderna Arena! Sabedor de que tradicionalmente o torcedor Santista não tem o perfil de lotar os estádios, o senhor não teme que após o impacto da novidade passar, o público nos jogos na Vila volte a cair para os mesmos seis, sete mil de sempre?
Se isso vier a acontecer, como administrar os custos de se manter uma Arena desse porte?

R: O projeto apresentado pela WTorre é muito bonito. Sem dúvidas, é o melhor dos que foram discutidos na história recente do clube. No entanto, há uma série de questões comerciais que ainda precisam ser acertadas pela próxima gestão. Pelo que se sabe até o momento, os custos de manutenção serão da W Torre.

Quais suas ideias para as divisões de base? Embora o trabalho de revelar jogadores seja reconhecido até por clubes rivais, a estrutura oferecida aos garotos pode melhorar? O aproveitamento dos jogadores formados na base, não é mal realizado, visto que os garotos são sempre lançados e jogados na fogueira quando o clube não tem dinheiro para contratar?

R: A estrutura das categorias de base do Santos ainda tem muito a melhorar. Um percentual das receitas extraordinárias, decorrentes da venda de atletas, precisa ser investido nisso. Quanto ao uso dos atletas da base no elenco principal, isso também deve ocorrer por meio de processos integrados entre o Comitê de Gestão e a Comissão Técnica.

Fora o estádio da Vila Belmiro, casa do Santos e palco dos jogos do clube como mandante, o associado do Santos pouco recebe do clube, em troca de ser associado. Caso seja eleito, o candidato tem algum projeto para oferecer algo á mais ao torcedor?

R: Uma de nossas primeiras atitudes em 2021 será a realização de uma pesquisa sobre o perfil e as necessidades do sócio. Com o resultado em mãos nos primeiros cem dias da gestão, poderemos desenvolver uma série de iniciativas para aproximar o clube dos torcedores. Isso é fundamental!

Para encerrar nossa entrevista, deixei uma última questão tão ou mais importante do que todas as outras. Até mesmo por conta da Pandemia do Coronavírus, a possibilidade de que o Santos venha a ter que realizar ao menos uma parte da eleição que se aproxima, de maneira virtual, é muito grande! Sabemos que problemas gravíssimos foram encontrados no cadastro dos associados, o que pode comprometer seriamente a lisura da votação, e deixar o resultado dessas eleições, sob suspeita! O que o candidato pensa a respeito? O Santos pode garantir ao associado, que tem condições de realizar uma eleição sem fraudes?

R: O voto à distância é uma medida urgente no Santos FC, uma demanda história do quadro associativo. Acredito que os problemas no cadastro são de uma porcentagem ínfima e que o clube tem todas as condições de implementar o voto à distância em 2020.

Grato por sua participação, o “Blog Sergio Bertoldi” lhe deseja Boa Sorte em sua caminhada rumo à presidência do clube, e caso seja eleito, que o senhor possa corresponder a confiança depositada!

 

 

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