Futebol: Lógica e Resultado! O que fazer para ampliar sua dimensão técnica, econômica, humana e social

Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!

Não adianta querer tapar o Sol com a peneira, como diz o ditado!

Ocupando posições que não são dignas de classificação, para um clube da grandeza do Santos Futebol Clube, o torcedor Santista por mais que seja otimista, poucas vezes nos 109 anos de uma história gloriosa, jamais temeu por passar pela dor e mancha de um possível rebaixamento, com tem temido nesse fatídico ano de 2021.


Primeiro foi no Campeonato Paulista, quando logo no começo da temporada, o Santos entrou em campo jogando a sorte dependendo de uma vitória contra o São Bento de Sorocaba, para permanecer na elite do Futebol Paulista!
Entra ano e sai ano, e religiosamente todo ano a disputadíssima Série A, abriga 20 clubes denominados como sendo a “Elite” do futebol brasileiro, mas que na verdade, já entram na competição divididos em digamos assim: Realidades diferentes!

Sabemos bem que dos 20, apenas quatro ou cinco estão realmente habilitados para brigar pelo título. Os demais participantes, se limitam a sonhar com vagas pré estabelecidas para outras competições de acordo com a classificação na tabela do campeonato ou, em casos extremos, lutar contra o rebaixamento. Entre os concorrentes desta edição de 2021, somente Flamengo, Santos e São Paulo, não sabem o que é cair para a segunda divisão!
Infelizmente para o torcedor Santista, é o Alvinegro de Vila Belmiro o “Gigante em Dificuldades”, que eventualmente briga para não entrar nas posições inferiores da tabela.

Podemos comparar a situação do Santos, com alguém que caiu em um rio de fortíssima correnteza, está sendo levado rio abaixo rumo a uma enorme queda d’água, tenta colocar a cabeça para fora e se agarrar em algum galho do barranco às margens, mas precisará muito mais do que um simples graveto para se salvar! Um simples vacilo e, o graveto se quebra e lá se está novamente rumo a grande queda d’água. Ou você consegue se segurar em um tronco rígido, livrando cinco ou seis pontos de vantagem para o primeiro colocado da zona de rebaixamento, ou vai ficar na gangorra até a última rodada, quando o faminto fantasma da Série B finalmente se materializará, tornando-se a realidade final.


Já vimos esse roteiro acontecer com Palmeiras, Corinthians, Botafogo, Galo, Grêmio, Vasco, Cruzeiro, Internacional, e agora estamos assistindo se repetir com o Santos!

Apesar do “Panorama” atual mostrar-se um tanto sombrio, eu ainda não apostaria que o Torcedor Santista terá o pior final de temporada de toda a sua história!
Reverter esse quadro é perfeitamente possível, e ainda há tempo suficiente para tirar o time dessa incomoda situação!
Vamos à partir de agora, explicar como e o que é preciso que se faça já!

Ao longo da história do futebol e dos demais esportes, atingir a regularidade de rendimento sempre foi uma busca constante por parte de atletas. Os treinamentos convencionais se atentam a treinar a técnica dentro de variações táticas. Mas qual o motivo real da pouca evolução dos atletas no tocante a controle da técnica e das emoções no futebol e demais modalidades? Será que estamos oferecendo as instruções adequadas com as ferramentas certas? Especificamente no futebol, observamos continuamente uma alternância de resultados, onde muitas vezes equipes sem estrutura financeira para investir conseguem superar equipes e clubes poderosos em história e estrutura. Qualquer prognóstico de um resultado se torna algo sem sentido diante de tanta incerteza no que pode acontecer num jogo, onde falhas técnicas e descontroles emocionais ditam o rumo dos jogos.

Voltando aos treinamentos convencionais, eles tão somente contribuem para automatizar movimentos técnicos, mas as falhas técnicas tem outra origem, que requer explorar outros fatores. É o que propõe a Metodologia PAR.
Quando se evita choques corporais, quando se utiliza melhor a função do pensamento entre criar e prever sem a interferência das emoções, nenhuma arbitragem tem papel decisivo em resultados.
Delegar à sorte ou azar a responsabilidade dos resultados não é uma justificativa científica, devemos buscar respostas convincentes para tantas perguntas e dúvidas dos torcedores. Afinal, o que realmente causa a irregularidade de rendimento dos atletas?

 

A Metodologia PAR trabalha com 3 eixos fundamentais no exame observatório do pensamento:

AMBIENTABILIDADE (revelam o universo no qual o atleta está inserido);

FUNCIONABILIDADE (observa os modos de ser constituídos pelo atleta a partir das vivências relatadas em sua historicidade);

REACIONALIDADE (as formas que o atleta possui para lidar com a relação emoção x raciocínio).

A Metodologia PAR é um projeto gestor de alto rendimento, que vai além da psicologia tradicional e trata a regularidade de rendimento integrando os conceitos práticos do futebol com a psicologia e a pedagogia, estabelecendo em suas diretrizes a adoção do Princípio da Previsibilidade durante a prática.

Os resultados práticos alcançados por treinamentos tradicionais estão aquém da necessidade de se atingir regularidade e alto rendimento, devidamente comprovados no dia-a-dia. A realidade mostra a necessidade.

A simples mudança de comando técnico que os clubes habitualmente fazem, não surtem os efeitos positivos que dirigentes e torcedores esperam. Pode ser benéfica no início, pois cada atleta quer buscar um espaço, aquele que já tem quer manter e aquele que não tem quer conquistar. Mas durante o processo torna-se imprescindível acompanhar a dinâmica de relacionamento dos atletas, que é diferente a cada dia e pode levar a contínuas oscilações de rendimento caso não seja acompanhada com intervenção individual e coletiva.
Outro fato muito presente no cotidiano de treinos e jogos é a obrigação de vencer ou não perder, que acarreta uma grande ansiedade e que influencia diretamente a operação do raciocínio na prática.

Atletas de times grandes, times que não estão acostumados a vivenciar uma situação de risco de rebaixamento ( pressão por estarem na zona do rebaixamento na tabela ), não sabem lidar com isso diante da forte cobrança.
Quanto mais tentam reagir, mas patinam e não saem do lugar, mais a pressão os afetam e mais abalada vai ficando a autoconfiança dos atletas. Entram numa fase que parece que, por mais que tentem, tudo dá errado. Uma sensação de inércia, que nada que fazem dá certo. E por que isso acontece? Porque o pensamento tem que estar limpo de situações que ocorreram. O retorno à situações passadas compromete a operação do raciocínio e impede a capacidade de prever, essencial para o raciocínio desenvolver sua função, sem a interferência da emoção. Em resumo, o atleta de futebol apenas conhece a técnica, porém o domínio sobre a mesma ainda tem um longo percurso pela frente, com mudanças de hábitos de todos os envolvidos com futebol, não só os atletas, mas essencialmente comissões técnicas e dirigentes.

Mario Rodrigues
Diretor e Gestor da Metodologia PAR
www.par.46graus.com
+55 13 98850-0560
Santos/SP/Brasil

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