
Torcedor do Santos dorme sonhando com nova arena mas vai acordar no máximo com um Retrofit
Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!
A Vila Belmiro passará por uma série de reformas, voltadas para o setor de entretenimento e gastronomia durante a pausa do futebol brasileiro para a Copa do Mundo.
O objetivo do Santos Futebol Clube é revitalizar o estádio, transformando espaços hoje subutilizados, em áreas comerciais que gerem receita recorrente, e atraiam o público mesmo em dias sem jogos.
A nova proposta de reforma da Vila Belmiro, prevê a ampliação da capacidade dos atuais 16.068 lugares para 25 mil da atual.
O projeto inclui a reconstrução da arquibancada da Torcida Jovem em dois níveis, novos camarotes no anel superior, uma fachada moderna revestida em policarbonato, a transformação do Salão de Mármore em um restaurante de dois andares, com capacidade para 800 pessoas e cardápio focado na culinária da Baixada Santista.

Em dias de jogos, o local continuará sediando o evento “Boteco Santista“. Além disso, será construído o Santos Sport Bar, um espaço temático dedicado às conquistas do clube e à Era Pelé, com capacidade para 150 clientes.
No nível térreo, salas que atualmente servem como depósitos, serão reformadas para abrigar uma hamburgueria e outras lojas voltadas ao público externo.
Para suprir a demanda de estacionamento, o Santos Futebol Clube buscará a aquisição de imóveis no entorno do estádio, para a construção de um “Prédio Estacionamento” com capacidade para abrigar 500 vagas.
Com custo estimado em R$ 100 milhões e prazo de execução inferior a um ano, a obra será integralmente financiada por investidores, como a Ambev.
Em contrapartida, as empresas terão o direito de explorar pontos comerciais e gastronômicos no andar térreo do estádio.
Em comparação ao projeto apresentado pela WTorre, projeto esse que custaria pela última análise de custos, algo em torno de R$ 700 milhões, levaria de 3 a 4 anos para ser concluído, e teria capacidade para 30 mil pessoas, o novo projeto pensado pelo próprio clube para nova arena, foca em uma execução mais rápida e barata, trocando o direito da W. Torre de realizar shows por 20 anos, pela exploração comercial do setor de alimentação e serviços.
O projeto de retrofit e ampliação da Vila Belmiro prevê alterações significativas na fachada do estádio.
O plano de modernização do estádio do Santos Futebol Clube que se iniciou nesta segunda –feira (22), inclui uma reestruturação estética e funcional voltada para a valorização comercial e tecnológica da área externa.
As principais mudanças detalhadas para a parte externa são:
- Painel de LED gigante: Instalação de um telão de LED de 3 metros de altura por 12 metros de comprimento na fachada, posicionado estrategicamente na confluência entre as ruas Princesa Isabel e Tiradentes.
- Modernização dos acessos: Reformulação estética e estrutural da fachada principal e das áreas de bilheteria, trazendo uma linguagem visual mais contemporânea e organizada para o fluxo de torcedores.
- Fachada comercial ativa: Integração da face externa com novas áreas de convivência que abrigarão uma praça de alimentação com sete lojas, um café e um bar temático, mudando a dinâmica de circulação ao redor do estádio
- Novo Memorial das Conquistas: O museu do clube será expandido para uma estrutura de três andares com destaque visível na nova composição arquitetônica, local onde hoje se encontra a loja de produtos licenciados do Santos.
A expectativa é que parte dessas novidades, já esteja em funcionamento no segundo semestre deste ano.
A diretoria santista esclarece que essas intervenções são melhorias necessárias e imediatas, que não anulam nem interferem nas negociações para o projeto da Nova Vila Belmiro, que segue em andamento nos bastidores.
PITACOS DO BERTOLDI
Na minha opinião, eu entendo que o Santos não “abandonou” a ideia de uma nova arena por falta de ambição; mas sim porque esbarrou numa combinação de custo, tempo, burocracia e viabilidade operacional.
Na prática, o retrofit ganhou força porque entrega melhorias imediatas na Vila Belmiro, melhorias essas que algumas delas, exigidas pela própria Conmebol, por conta do regulamento das competições Sul-americanas, além de necessitarem de um investimento menor, enquanto a arena nova, segue presa a um processo mais longo, por hora ainda com a WTorre que por sua vez, vem enfrentando graves problemas financeiros e inclusive com obras paradas.
Traduzindo para o torcedor: A Diretoria do clube adota o discurso de que o retrofit, não necessariamente mataria o sonho da arena, mas que “momentaneamente” o Santos precisou pisar no freio para não ficar parado esperando a solução ideal.
Hoje, a lógica do clube é melhorar a casa existente, ganhar fôlego financeiro, e só depois tentar consolidar a obra maior com a WTorre. Ou seja: A nova arena continua no radar, mas a realidade do momento empurrou o Santos para uma resposta mais barata, rápida e executável.
Respeito a opinião dos meus leitores, mas essa desculpa não me convence!
As obras já realizadas recentemente, somadas as listadas nesse “Retrofit”, não são obras de simples manutenção!
Não condizem com um estádio cujo projeto original, seria ser demolido para ser erguida uma Arena nova no lugar!
Crédito: Imagem: Raul Baretta/Santos FC)
(Crédito: Imagem: SantosTV/Divulgação/Santos FC)
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