A Engenharia Financeira para ter Gabigol no Santos: Dividir para Viabilizar
Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!
Gabigol é um dos atletas mais caros do futebol brasileiro, com um contrato no Cruzeiro que lhe garante R$ 3,45 milhões mensais, uma soma que inclui salário, luvas diluídas e direitos de imagem.
Até o fim de seu vínculo com a Raposa em dezembro de 2028, o atacante receberá aproximadamente R$ 134 milhões.
Para um Santos em processo de recalibração financeira, pagar a integralidade do salário de Gabigol era impraticável.
O clube projeta receitas de R$ 592 milhões para 2026, mas também estima um déficit de R$ 94 milhões quando consideradas dívidas acumuladas e obrigações contratuais.
A estratégia havia sido clara: adquirir reforços sem comprometer o teto salarial, inclusive planejando a venda de atletas como Guilherme para os Estados Unidos.
A solução negociada foi inovadora e exemplar: Divisão de salários. Os vencimentos mensais seriam partilhados igualmente entre os clubes. Concretamente, o Santos arcaria com aproximadamente R$ 1,2 a 1,25 milhões por mês, a fração registrada sob regime CLT, enquanto o Cruzeiro continuaria pagando o restante, incluindo luvas e direitos de imagem. Ao final de 2026, considerando 13 salários (com 13º), o investimento total do Santos em Gabigol será na ordem de R$ 14,4 a R$15 milhões.
Quem Paga os Salários?
A estrutura é simples, porém estratégica. O Santos paga a parcela de CLT, o contrato de trabalho registrado, que corresponde a aproximadamente metade do salário mensal. O Cruzeiro continua responsável pelos direitos de imagem, luvas e demais benefícios contratuais, que perfazem a outra metade
Essa divisão não representa apenas um rateio financeiro, ela reflete a negociação política entre as partes: o Cruzeiro, ao manter Gabigol com salários acima do mercado até dezembro de 2028, precisava de uma válvula de escape que não implicasse rescisão contratual (o que geraria custos ainda maiores). O Santos, por sua vez, obtém um jogador de primeira linha sem comprometer suas finanças operacionais já tencionadas
Cabe destacar um ponto importante: Não há taxa de empréstimo.
O Cruzeiro cedeu Gabigol gratuitamente, reconhecendo que a alternativa, manter o atleta fora dos planos com Tite, seria ainda mais custosa para sua folha de pagamento. Tampouco há opção de compra fixada ao fim do período, deixando em aberto qualquer decisão sobre permanência definitiva
(Crédito: Imagem: Arquivo Pessoal/Bertoldi)
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