Desaparecimento de objetos pessoais do vice-presidente do Santos Futebol Clube é alvo de investigação criminal

Que o presidente do Santos Futebol Clube, José Carlos Peres e seu vice Orlando Rollo, não falam a mesma língua, desde que o último voto da última urna das eleições presidenciais no Santos, foi contabilizado, todo mundo sabe!
José Carlos Peres nunca topou seu vice, e apenas se utilizou de seu prestígio e poder de votos. Dentre outras sacanagens e boicotes, o Presidente chegou a emitir uma portaria, tirando todos os poderes que Orlando Rollo tinha como Vice-presidente do Santos, e em novembro do ano passado, tirou-lhe a sala da vice-presidência

Em meio ao fato que desde então, com a sala da vice-presidência trancafiada, Orlando Rollo não teve oportunidade de pegar seus pertences que lá estavam, local que deveria ser inviolável, mas que foi de maneira atroz, destruída!
Gavetas trancadas foram arrombadas e bens foram subtraídos, o que ensejou da parte do vice-presidente, como única alternativa, já que não há a mínima condição de qualquer diálogo civilizado com a pessoa do Presidente, recorrer então a abertura de inquérito policial para averiguar o destino de todos os objetos pessoais que, ilegalmente, sumiram e não foram até hoje devolvidos quando resolveu o mandatário desativar a sala da Vice-Presidência.

O vice-presidente do Santos, Orlando Rollo, entrou com um pedido junto ao delegado de polícia titular do segundo distrito da comarca de santos-sp, solicitando a abertura de um inquérito policial, para averiguar o desaparecimento, e tentar recuperar diversos itens pessoais que, segundo ele, (Orlando Rollo), não foram devolvidos.
Entre os itens descritos está um relógio de bolso que, de acordo com Rollo, pertenceu a Pelé, além de cerca de outros 30 itens e dinheiro em espécie.

Relação completa dos itens desaparecidos cujo paradeiro jamais foi esclarecido, e por hora passa a ser alvo de investigação policial.

•   Relógio de bolso que pertenceu ao Edson Arantes do Nascimento, “Pelé” •   Quadro emoldurado com patches da Polícia Civil
•   Quadro branco com o símbolo da Torcida Jovem
•   Quadro com o símbolo do Rotary Club Santos Gonzaga
•   Quadro de homenagem da Associação Terceira Via Santista
•   Placa de homenagem da Torcida Jovem do Santos/Baixada
•   Placa de homenagem da Torcida Jovem do Santos/Curitiba
•   Troféu em vidro homenagem da Torcida Jovem
•   Azulejo branco emoldurado com o símbolo do Santos/Coca-Cola
•   Uma taça de cristal que pertenceu ao Presidente de Honra do Santos FC Dr. Antonio Guilherme Gonçalves
•   Um capacete do exército romano em bronze
•   Um capacete de futebol americano em miniatura
•   Um taco e uma bola de baseball
•   Uma maquete da Vila Belmiro em miniatura
•   Um troféu da Embaixada do Santos de Campinas
•   Um terço (objeto religioso)
•   Uma masbaha (objeto religioso)
•   Diversas camisas do Santos FC
•   Roupas pessoais
•   Documentos pessoais
•   Fotografias pessoais
•   Três porta-retratos com fotografias pessoais
•   Uma garrafa de espumante do Santos FC
•   Pequenas bandeiras de mesa da Torcida Jovem
•   Caneca da Torcida Jovem
•   Caneca da Loja Maçônica Barão de Mauá
•   Três pen-drives pessoais
•   Uma miniatura da torre Eiffel
•   Correspondências pessoais
•   Objetos de higiene pessoal
•   250,00 reais em espécie
•   150,00 euros em espécie

É importante observar, que a sala que até então permanecia a todo tempo trancada, cujo acesso só era permitido ao Requerente e ao Mandatário (por meio das secretárias do clube) e alguns desses objetos se encontravam acondicionados no interior das gavetas acopladas na mesa de reunião, trancadas à chave por conta dos valores em espécie e do relógio de valor inestimável.

É preciso que também fique bem claro, que tal fato, foi comunicado a CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância), que nada fez, e ao Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube, em documento protocolado ao Presidente do Conselho, senhor Marcelo Teixeira, como os leitores poderão conferir na íntegra:

Ilustríssimo Senhor Presidente do Egrégio Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube

A par dos cordiais cumprimentos, serve a presente para levar, mais uma vez e de maneira oficial, ao Vosso conhecimento o que abaixo segue:
É público e notório que o signatário, eleito democraticamente para ocupar a Vice-Presidência do clube, nunca teve qualquer participação ou exerceu atos de gestão junto a atual administração.

Aos quatro cantos do mundo foram ventilados os absurdos e pecaminosos atos que fazem, sem dúvida alguma, estarmos diante da pior gestão de todos os tempos do clube, sobretudo pela hecatombe financeira e diversos escândalos que são cotidianamente notícias em manchetes policiais.

Assim sendo, deve Vossa Senhoria se recordar dos inúmeros desgastes que levaram o signatário a pedir – pasme-se – licença da Vice-Presidência por conta da tirana e ilegal “portaria 10/18”, fatos esses amplamente divulgados pela imprensa e documentados neste Egrégio Conselho Deliberativo.
Na mesma toada, comungo da certeza que Vossa Senhoria se lembra de que foi determinado pelos próprios conselheiros que o Vice-Presidente retomasse imediatamente suas atividades, motivo pelo qual, acatando tal deliberação, aos 11 de novembro de 2019 comparecemos ao clube e constatamos que o atual mandatário, punido disciplinarmente pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), revogou a supracitada portaria e emitiu outra, igualmente ilegal (03/19), retirando mais uma vez todos os poderes estatutários e regimentais deste Vice-Presidente.

Todos os atos, sem exceção, foram documentados de maneira oficial à Vossa Senhoria, inclusive com a indicação de novos membros ao Conselho Gestor durante àquele período, contudo, como sempre, vingou a evidente omissão e até hoje não houve, sequer, apreciação desse e dos demais expedientes encaminhados ao Conselho Deliberativo.

Há flagrante, maxima venia, omissão da Presidência e mesa do Conselho, sendo essa extensiva à Comissão de Inquérito e Sindicância que, tendo o dever de atuar, calou-se e nada fizeram diante dos costumeiros desmandos do mandatário José Carlos Peres.
É salutar para que todos saibam, Conselheiros e todos os interessados que tomarem nota deste Requerimento, que este Vice-Presidente se vê impedido de adentrar no clube desde o dia 11 de novembro de 2019 e o era anteriormente, além do fato de que sequer é chamado para qualquer reunião corporativa ou tem ciência do que é decidido pelo Conselho Gestor e seu Presidente.

Ou seja, desde que este Vice-Presidente foi obrigado a “retornar” as suas atividades por este egrégio Conselho Deliberativo em novembro de 2019, este Vice-Presidente NUNCA sequer foi chamado a participar de alguma decisão administrativa, como determina o Estatuto social. Não teve reestabelecido o seu e-mail corporativo e tampouco foi reinserido no grupo oficial do Comitê de Gestão no aplicativo WhatsApp.

Ainda que seja rotineiro o Sr. José Carlos Peres zombar e expressamente endemonizar os nobres Conselheiros (vide insinuações na imprensa de que o CD retirou 100 milhões de investimentos em contratações em detrimento de ter sido reprovada, quase que por unanimidade, insana e absurda previsão orçamentária para tentar corrigir os desacertos de gestão), certo é que, por conta de evidente viés político, este Vice- Presidente – ainda que sempre atualizando tais fatos de forma documental e igualmente a todo tempo por meio de aplicativo WhatsApp à Vossa Senhoria – não tem condições e qualquer respaldo para fazer valer as funções inerentes a cargo.
Portanto, insiste-se em repetir – ainda que seja público e notório – que o signatário permanece, até os dias de hoje, sem poder atuar, administrar, gerir, fiscalizar e participar da gestão, sendo, alijado por conta de atos tirânicos e unilateriais do Presidente José Carlos Peres.

Como dito acima, estou impossibilitado de maneira ditatorial de frequentar qualquer dependência do Clube. Foi implantado no Clube clima de total terror em relação aos funcionários e prestadores de serviço, que continuam arbitrariamente, de forma desumana proibidos de obedecer qualquer tipo de ordem por mim emanada. Relatos dão conta que qualquer forma de inteiração comigo pode levar a uma demissão.
Casos como o citado estão sendo veiculados rotineiramente pela imprensa. Existem informações que constam inclusive em ações trabalhistas movidas contra o Clube, em que funcionários foram ilegalmente demitidos  apenas por me cumprimentar publicamente. 

Minha sala, local que deveria ser inviolável, foi de maneira atroz destruída, gavetas trancadas foram arrombadas e bens foram subtraídos, o que ensejou de minha parte a abertura de inquérito policial para averiguar o destino de todos os objetos pessoais que, ilegalmente, sumiram e não foram até hoje devolvidos quando resolveu o mandatário desativar a sala da Vice-Presidência de maneira despótica e selvagem durante o período de minha ausência por motivo de licença estatutária.
Considerando o exposto, e a omissão escancarada de Vossa Senhoria, em relação a tudo que este subscritor denuncia de maneira comprovada, desde o início desta gestão, aliada a inércia da CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância), mantida por Vossa Senhoria de maneira irregular, Comissão esta que insiste em me perseguir de maneira vil por questões de ordem política, não me resta outra alternativa a não ser, me socorrer junto ao Poder Judiciário.

Santos, 12 de março de 2020.

Orlando Galante Rollo
Vice-Presidente (de direito, mas não de fato) do Santos Futebol Clube

Credito de imagem: Foto: Marcello De Vico/UOL

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