Análise e ComentárioCampeonato BrasileiroResenha do Jogo

Derrota em casa complica de vez a situação do Santos no brasileirão 2026

Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!

O clima que deveria ser de celebração neste domingo de Dia dos Pais, transformou-se em um cenário de revolta na Vila Belmiro.
O Santos foi superado pelo Athletico-PR por 2 a 0, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, resultado que escancarou as fragilidades táticas e o momento turbulento do Alvinegro Praiano.
A derrota santista pode ser explicada por uma combinação de falhas defensivas, ineficiência no ataque e um ambiente de extrema pressão.

O “Apagão” no Primeiro Tempo

O principal fator para o revés santista ocorreu logo na etapa inicial. O time entrou em campo desatento e cedeu espaços cruciais para o meio-campo adversário.

  • Desconexão entre os setores: A defesa do Santos jogou em linha alta, mas sem a devida pressão no portador da bola, permitindo lançamentos nas costas dos zagueiros.
  • A estrela de Kevin Viveros: O artilheiro do Furacão na temporada soube explorar perfeitamente essas brechas. Com velocidade e precisão, Viveros marcou os dois gols antes do intervalo, punindo severamente a lentidão da zaga alvinegra.
  • Falta de combatividade: O Santos perdeu a maioria das divididas no meio-campo durante os primeiros 45 minutos, deixando o Athletico ditar o ritmo do jogo.

Descontrole Emocional e Pressão das Arquibancadas

O aspecto psicológico foi o golpe de misericórdia nas chances de reação do Peixe. A desvantagem no placar logo no primeiro tempo transformou a Vila Belmiro em um caldeirão contra o próprio time.

  • Protestos direcionados: A torcida perdeu a paciência e direcionou xingamentos pesados ao presidente Marcelo Teixeira, evidenciando que a insatisfação vai além das quatro linhas e atinge a gestão do clube.
  • “Time sem vergonha”: Os gritos que ecoaram das arquibancadas afetaram visivelmente a confiança dos jogadores. No segundo tempo, o Santos demonstrou nervosismo, errando passes simples e abusando de cruzamentos ineficientes para a área.

Na etapa final, mesmo com alterações promovidas pela comissão técnica, o Santos não conseguiu furar o bloqueio rubro-negro.
A equipe teve maior posse de bola, mas uma posse estéril, sem criatividade ou jogadas ensaiadas.
A dependência de jogadas individuais facilitou o trabalho da defesa do Athletico, que garantiu os três pontos sem sofrer grandes sustos.

Após a derrota o Santos caiu para a 16ª posição da tabela, com 18 pontos conquistados em 16 jogos (4 vitórias, 6 empates e 6 derrotas).

Para esse confronto o técnico Alexis Stival – Cuca, mandou o 11 Santista a campo com a seguinte formação: Gabriel Brazão; Mayke (Oliva), Lucas Veríssimo, Adonis Frias e Escobar; Willian Arão (Barreal), Gustavo Henrique (Luan Peres, João Ananias) e Gabriel Bontempo; Neymar Jr. (Robinho Jr.), Moisés (Gabriel Barbosa) e Rollheiser. Técnico: Cuca

Próximo Compromisso do Peixe

  • Santos x Deportivo Macará-EQU (Sul-americana-2026)
  • Data e horário: 13/08 (Quinta-Feira), às 19h00 (de Brasília)
  • Local: Estádio Urbano Caldeira – Vila Belmiro Santos (SP)

PITACOS DO BERTOLDI

A derrota do Santos por 1 a 0 para o Athletico Paranaense na Vila Belmiro, mostrou mais uma vez problemas na compactação defensiva, especialmente entre a linha de zaga e o meio-campo. O gol do Athletico nasceu justamente de uma transição rápida explorando o espaço entre os setores. A saída de bola por baixo, que deveria ser uma virtude santista, virou um ponto de risco  

A dupla de volantes não conseguiu marcar a referência do Athletico no setor central, permitindo que os paranaenses dominassem o jogo de transição.
Além disso, a ausência de um clássico camisa 8, deixou o Santos sem criatividade e verticalidade.
As jogadas do ataque Santista ficaram previsíveis, dependendo exclusivamente de lances individuais pelas pontas.

Apesar de ter a bola na maior parte do tempo, o Santos quando finaliza, o faz com baixa qualidade. O ataque carece de movimentação sem a bola e de alternativas além do famoso “Cucabol” cruzamento na área.
O Athletico, por sua vez, soube explorar o contra-ataque e fechar os espaços, neutralizando as principais armas santistas.

O técnico Cuca parece ter dificuldade em ajustar o time durante o jogo.
As substituições demoraram a acontecer e, quando são feitas, não trazem a intensidade necessária para mudar a situação das partidas.
A postura ofensiva adotada após o gol sofrido deixou o time ainda mais exposto, mas sem efetividade.

Em resumo: O Santos foi derrotado porque não conseguiu equilibrar ataque e defesa, sofreu com a falta de criatividade no meio e não respondeu bem à pressão dentro e fora de campo. Analisando a tabela e os jogos que vem pela frente, uma possível sequência de resultados negativos vai agravar a crise e colocar o clube numa situação extremamente delicada!
O que mais preocupa é que os problemas do Santos não são pontuais: São estruturais, e se não forem corrigidos rapidamente, o risco de queda se torna cada vez mais real.

Acompanhe a Coletiva do técnico Alexis Stival – Cuca

(Crédito: Imagem: Raul Baretta/Santos FC)
(Crédito: Imagem: SantosTV/Divulgação/Santos FC)

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