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Em jogo treino Santos só empata com Osasco Sporting por 0 a 0

Alô Nação Santista! Saudações Alvinegras!

Santos e Osasco Sporting, se enfrentaram em jogo treino realizado nesta quinta–feira (9) no CT Rei Pelé! O empate em 0 a 0 mostrou um Santos burocrático, sem repertório, sem pontaria e sem alma ofensiva, isso contra time da Série A-2

“O Santos teve o controle da bola, mas uma posse de bola inócua, que não machuca ninguém”

Embora acenda um sinal de alerta sobre a criatividade do time, atividades de intertemporada servem prioritariamente para testes físicos, táticos e rodízio de elenco, descolando-se do peso de um jogo oficial.
Esse foi o último teste do Santos antes do reinício das competições oficiais após a pausa do calendário para a disputa da Copa do Mundo.
O foco principal é preparar o elenco para o duelo contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro.

Cuca mandou a campo a equipe base titular, que planeja utilizar no Brasileirão, formada por: Gabriel Brazão; Gabriel Menino, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Willian Arão, Gustavo Henrique e Rollheiser; Miguelito, Barreal e Rony

O Santos controlou a posse de bola, mas esbarrou em uma marcação muito fechada do Osasco Sporting e demonstrou extrema lentidão na transição ofensiva. A melhor chance do primeiro tempo foi com Miguelito, defendida pelo goleiro. Álvaro Barreal chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

Na etapa final, Cuca modificou quase todo o time para observar reservas e garotos da base.
Entraram na segunda metade do treino: Diógenes; Davizinho, Adonis, Pedro Saraiva; João Schmidt, Oliva, Juninho; Thaciano, Gabigol, Nadson e Lautaro Díaz

As chances mais perigosas da etapa final saíram dos pés de Gabigol (que iniciou no banco por estar suspenso no Brasileirão), mas pararam no goleiro adversário
O jogo-treino marcou a primeira aparição pública do lateral-esquerdo Pedro Saraiva (ex-Figueirense), que treina no clube mas aguarda a resolução do transfer ban da FIFA para poder ser registrado oficialmente. 

PITACOS DO BERTOLDI

Jogo-treino não vale três pontos, não muda tabela e raramente entra para os livros de história. Mas serve como um raio-X impiedoso da alma de um time.
O empate sem gols entre Santos e Osasco Sporting, em pleno CT Rei Pelé, foi exatamente isso: o diagnóstico claro de um ataque que, sob o comando de Cuca, sofre de uma anemia criativa crônica.

É evidente que o torcedor mais pragmático vai sacar da manga o velho manual das desculpas de intertemporada.
Dirão que as pernas estavam pesadas pelos treinos físicos, que o gramado do CT não tem o calor da Vila Belmiro e que o adversário montou uma linha de cinco defensores, praticamente intransponível. Tudo verdade. O problema é que retorno aos torneios oficiais bate à porta, e o Botafogo, no Nilton Santos, não vai pedir licença para se aproveitar da lentidão santista.

O que mais assusta nesse 0 a 0 não é o placar burocrático, mas a total falta de repertório para furar retrancas.
O Santos teve o controle da bola, mas uma posse de bola inócua, lateralizada, que não machuca ninguém. Faltou o drible que quebra linhas, faltou a ultrapassagem agressiva dos alas e, acima de tudo, faltou aproximação no meio-campo.
Gabriel Menino e Rollheiser pareciam estar jogando em rotações diferentes de Miguelito e Barreal.
O time martelou, martelou e martelou a defesa adversária, mas parecia ser com um martelo de plástico.

Nem mesmo a enxurrada de mudanças no segundo tempo alterou o panorama de deserto criativo.
A entrada de Gabigol trouxe um lampejo de perigo individual, mas depender do talento isolado de um jogador — que sequer poderá atuar no próximo jogo do Brasileirão devido à suspensão!

A mística do Santos Futebol Clube foi construída sob o alicerce do DNA ofensivo. O torcedor santista aceita perder jogando para frente, mas odeia ver um time covarde ou engessado com a bola nos pés. Cuca tem em mãos um elenco com peças interessantes, mas a engrenagem ofensiva insiste em travar na hora de dar velocidade à transição.

O empate contra o Osasco Sporting não é motivo para crise, mas é um ultimato. A intertemporada acabou e o tempo de testes de laboratório esgotou. Se o Santos quiser ser protagonista no cenário nacional, o ataque precisa reaprender urgentemente a agredir, a ousar e a honrar a própria história. Menos burocracia, mais audácia. A bola está com você, Cuca.

Próximo Compromisso do Peixe

  • Botafogo-RJ x Santos (18ª Rodada Brasileirão-2026)
  • Data e horário: 16/07 (Quinta-Feira), às 19h30 (de Brasília)
  • Local: Estádio Nilton Santos – Engenhão – Rio de Janeiro (RJ)

Crédito: Imagem: Raul Baretta/Santos FC)
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